domingo, 6 de junho de 2010





SETE MOTIVOS PARA ABANDONAR SUA IGREJA
    A cada ano milhares de brasileiros se convertem e ingressam numa igreja evangélica. Mas, também, a cada ano, muitos abandonam suas igrejas, fazendo-as parecer um imenso corredor: muitos entrando pela porta da frente; um bom tanto deles saindo pela porta dos fundos.
    Conversando com os “desviados” (é assim que nós os chamamos), ouvimos diversas explicações. Alguns dos motivos apresentados até que são relevantes; outros, porém, são meras desculpas. Mas, no fundo nós sabemos que “... nada pode nos separar do amor de Deus“; em outras palavras, nada é suficientemente forte para afastar da casa de Deus um verdadeiro filho de Deus.
    Este fenômeno, no entanto, não é novo. Se considerarmos que a igreja cristã nasceu na manhã da Páscoa, no dia da ressurreição de Jesus, então, à tarde daquele mesmo dia ela já tinha dois “desviados”. Leia atentamente o relato bíblico:
   “Naquele mesmo dia, dois deles estavam de caminho para uma aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios (+ ou - 12 km). E iam conversando a respeito de todas as coisas sucedidas. Aconteceu que, enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e ia com eles. Os seus olhos, porém, estavam como que impedidos de o reconhecer. Então, lhes perguntou Jesus: Que é isso que vos preocupa e de que ide tratando à medida que caminhais? E eles pararam entristecidos. Um, porém, chamado Cleopas, respondeu, dizendo: És o único, porventura, que, tendo estado em Jerusalém, ignora as ocorrências destes últimos dias? Ele lhes perguntou: Quais? E explicaram: O que aconteceu a Jesus, o Nazareno, que era varão profeta, poderoso em obras e palavras, diante de Deus e de todo o povo, e como os principais sacerdotes e as nossas autoridades o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a Israel; mas, depois de tudo isto, é já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam. É verdade também que algumas mulheres, das que conosco estavam, nos surpreenderam, tendo ido de madrugada ao túmulo; e, não achando o corpo de Jesus, voltaram dizendo terem tido uma visão de anjos, os quais afirmam que ele vive. De fato, alguns dos nossos foram ao sepulcro e verificaram a exatidão do que disseram as mulheres; mas não o viram. Então, lhes disse Jesus: Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura, não convinha que o Cristo padecesse e entrasse na sua glória? E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras. Quando se aproximavam da aldeia para onde iam, fez ele menção de passar adiante. Mas eles o constrangeram, dizendo: Fica conosco, porque é tarde, e o dia já declina. E entrou para ficar com eles. E aconteceu que, quando estavam à mesa, tomando ele o pão, abençoou-o e, tendo-o partido, lhes deu; então, se lhes abriram os olhos, e o reconheceram; mas ele desapareceu da presença deles. E disseram um ao outro: Porventura, não nos ardia o coração, quando ele, pelo caminho, nos falava, quando nos expunha as Escrituras? E, na mesma hora, levantando-se, voltaram para Jerusalém, onde acharam reunidos os onze e outros com eles, os quais diziam: O Senhor ressuscitou e já apareceu a Simão! Então, os dois contaram o que lhes acontecera no caminho e como fora por eles reconhecido no partir do pão”. Lucas 24.13-35
   Aos que abandonaram suas igrejas ou estão pensando em fazê-lo, quero dizer-lhes as mesmas palavras de Jesus àqueles dois discípulos a caminho de Emaús: Vocês são LOUCOS E DUROS DE CORAÇÃO! Sei que estas palavras são pesadas, mas é exatamente isto que significa a frase de Jesus: “Néscios e tardos de coração para crer...”.
LOUCOS E DUROS DE CORAÇÃO!
   Porque Jesus foi tão severo com eles? Porque seus motivos para abandonar a igreja eram banais e fruto de seus corações endurecidos.
    Inacreditavelmente, estes mesmos motivos podem ser encontrados nas conversas com os “desviados”.
    As palavras de Cleopas e de seu companheiro de viagem revelam-nos toda a verdade de seus corações. Vamos analisar o texto? Vemos ver quais motivos levaram estes dois a fazer tal loucura?

1o Motivo:   Dar ouvidos à conversa fiada – vs. 13-14
   Para que alguém se converta e una-se a uma igreja evangélica, muitas pessoas, de muitas igrejas diferentes, colaboram para isso: Um lhe fala de Jesus pela primeira vez, outro lhe entrega alguma literatura, alguém ora por ele e com ele, outro o socorre numa hora de aflição, alguém o convida, outro o traz ao templo, e assim por diante.
   No entanto, quando alguém chega a se afastar do Caminho, geralmente é pelas mãos de uma única pessoa. Muitas vezes pelas mãos de alguém que ele conheceu na própria igreja e que se fez seu amigo. Alguém que conversa muito ele, mas, ao invés de o encorajar, como recomendam as Escrituras, leva-o a se desviar.
    Repare no texto bíblico:
   “Naquele mesmo dia, dois deles estavam de caminho para uma aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios. E iam conversando a respeito de todas as coisas sucedidas”.
   O que havia em Emaús? Nada! Emaús era uma aldeia tão pequena e inexpressiva, em termos históricos, que só sabemos que ela existiu por causa deste relato bíblico; mas, mesmo que Emaús fosse uma grande cidade, o quê poderia haver lá que fosse mais importante que a notícia da ressurreição? Nada! Absolutamente, nada!
    A verdade é que, enquanto a igreja estava reunida lá em Jerusalém, tentando assimilar os últimos acontecimentos e esclarecer o sumiço do corpo de Jesus, estes dois discípulos estavam voltando para sua antiga vidinha, lá em Emaús. Abandonaram a igreja.
    Porque? Por vários motivos e um deles foi por causa de conversa fiada, pois, como o texto bíblico relata, eles “... iam conversando” pelo caminho.
   O texto bíblico não diz quem desviou quem, mas, como a repreensão de Jesus foi muito severa e somente o nome de um deles é citado, não corremos muito risco em afirmar que Cleopas era o conversador e, o outro, aquele que lhe deu ouvidos.
   Ter amigos na igreja é muito saudável e recomendável, mas, cuide-se, há muitos “Cleopas” em nosso meio; pessoas mal resolvidas em sua fé em Nosso Senhor Jesus, pessoas que querem sair da igreja, mas, como seus motivos são meras desculpas, precisam de alguém que lhe dê ouvidos, alguém que concorde com ele e, de preferência, que saia da igreja junto com ele, para que ele se senta menos mal e culpado.

2o Motivo:   Cegueira espiritual – vs. 15-16
    O texto fala de uma espécie de “cegueira espiritual”. Repare.
    “Aconteceu que, enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e ia com eles. Os seus olhos, porém, estavam como que impedidos de o reconhecer”.
    Eles estavam tão compenetrados em si mesmos, tão envolvidos em suas próprias desculpas e justificativas, tão convictos em sua discussão, que nem puderam notar que era o Cristo ressurreto que caminhava com eles.
   Imaginem o ridículo da situação. Iremos ver, logo adiante, que eles não aceitaram a notícia da ressurreição. Provavelmente estavam dizendo: Esta coisa de ressurreição é coisa de louco! É histerismo coletivo! E, ali ao seu lado, estava aquele de quem eles estavam falando.
    Observe outra coisa muito interessante: eles (que estavam cegos) julgaram-se mais informados que o próprio Cristo: “És o único, porventura, que, tendo estado em Jerusalém, ignora as ocorrências destes últimos dias?”.
   As pessoas que abandonam o Caminho encontram-se em condições espirituais semelhantes, isto é, cegos. Estão tão preocupadas consigo mesmos que, literalmente, se tornam incapazes de perceber a realidade. Pior que isso, além de estarem cegas, acreditam que são as únicas que enxergam. Enchem o peito de razão, mas, fazem papel de ridículos ao discutirem temas sobre os quais não tem o menor conhecimento e ao classificarem como fanáticos ou histéricos os que ficaram firmes em suas igrejas.

3o Motivo:   Tristeza – vs. 17
    “Então, lhes perguntou Jesus: Que é isso que vos preocupa e de que ide tratando à medida que caminhais? E eles pararam entristecidos”.
   Porque eles estavam tristes? Pela morte de Jesus, é claro!
    Mas, também, pela injustiça praticada pelas autoridades (Como puderam colocar Jesus e Barrabás lado a lado?).
    Pela ingratidão do povo de Israel (Como puderam escolher Barrabás?).
    E, pelos problemas do grupo de Jesus (Como é que Pedro, que era tão valente, não morreu de vergonha por negar o Mestre três vezes? E quanto aos demais, não se acovardaram também, deixando o Cristo padecer sozinho? E as mulheres, então, que na hora da crucificação até que foram valentes, mas, agora, vêm com esta história de que viram e conversaram com anjos, parecendo loucas, alucinadas?).
    Estavam tristes por muitos motivos. Por isso não puderam suportar a pressão. A Bíblia diz que “... a alegria do Senhor é a nossa força”. Crente triste é crente fraco! E, quando estamos fracos, temos a tendência de nos isolarmos, de fugir, de virar a mesa, de abandonar a carreira da fé.
   Cuide-se, meu irmão. Não se entristeça! Nem com as autoridades, nem com a ingratidão do povo e, muito menos ainda, com sua igreja, pois todas as igrejas do mundo são iguais: são formadas por seres humanos fracos e frágeis; valentes numa hora, covardes noutra; maravilhosos num instante, desprezíveis noutro; inspiradores em certas atitudes, desastrosos em outras.
   É verdade que nenhuma igreja pode viver em pecado alegando que “... toda igreja tem problemas, que nenhuma é perfeita” e não fazer nada para mudar esta situação. Se uma igreja admite isso (e a maioria admite) é porque está reconhecendo que tem problemas. Logo, tem a obrigação de dar uma parada e fazer um conserto com Deus, senão, certamente é falsa e hipócrita.
   Por outro lado, no entanto, nenhum crente tem o direito de ficar triste por causa dos problemas de sua igreja, a ponto de abandoná-la. Deve, sim, orar, jejuar e promover a santidade do seu grupo, com paciência e amor. Muito amor! Se, depois de agir assim, sua igreja insistir em permanecer no pecado, então chegou a hora de pedir a Deus licença para sair em busca de um outro lugar para adorar. Porém, jamais ficar sem igreja.

4o Motivo:   Saudosismo – vs. 19
    “És o único, porventura, que, tendo estado em Jerusalém, ignora as ocorrências destes últimos dias? Ele lhes perguntou: Quais? E explicaram: O que aconteceu a Jesus, o Nazareno, que era varão profeta, poderoso em obras e palavras”.
    Jesus falou diversas vezes que iria voltar para o Pai e que seus discípulos iriam fazer obras maiores do que as que ele fez, mas, mesmo assim estes dois abandonaram a Igreja, pois aquele “... que era varão profeta, poderoso em obras e palavras...” havia morrido. Jesus já era. Estava morto. Suas obras pertenciam ao passado.
    O dicionário define saudosismo como culto ao passado. Este é um dos principais motivos pelos quais muitas abandonam suas igrejas: Eles vivem do passado. Ah! No tempo daquele outro pastor, sim, a gente via o poder de Deus. Ah! Antigamente a Igreja orava mais, buscava mais a presença de Deus. Ah! No tempo dos apóstolos é que havia poder. Ah! No tempo de Jesus... E, assim vão caminhando e se distanciando, sem entender que o poder de Deus está à disposição de todo aquele que se santifica e que Deus se manifesta hoje em dia no meio do seu povo com a mesma graça e misericórdia de outrora.
    É interessante observar que foi exatamente no momento do maior dos milagres de todos os tempos, a ressurreição, que este dois pensavam que o poder de Deus havia cessado.
    Meu irmão, você acha que sua Igreja anda sem poder? Cuidado! Pode ser que você esteja virando as costas e esteja perdendo de ver as maravilhas de Deus. Mas, se for mesmo verdade que sua igreja anda assim, meio sem poder, não a abandone nesta hora difícil. Seja você aquele que vai iniciar um incêndio espiritual ali. Dedique-se ao estudo da Palavra de Deus, à oração e ao jejum, às boas obras e ao amor fraternal. Pague o preço. Não use isto como desculpa, pois, pode ser que quem está frio e sem poder seja você mesmo.

5o Motivo:   Perda da esperança – vs. 20-21
    “Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a Israel; mas, depois de tudo isto, é já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam”.
    Naquela época os defuntos eram colocados em cavernas e não enterrados, como fazemos hoje em dia, e a morte era oficialmente confirmada somente após três dias do sepultamento. Tudo isso para evitar que alguém fosse enterrado vivo, pois não tinham como diagnosticar os casos de morte aparente. Mas, depois de três dias, a morte era decretada e acabava-se qualquer raio de esperança dos amigos e parentes.
    Cleopas e seu amigo haviam depositado todas as suas esperanças em Jesus, mas ele morreu. E, após três dias do seu sepultamento, suas esperanças se foram.
    Muitas pessoas abandonam suas igrejas porque perderem a esperança. Toda igreja passa por crises e nestas épocas, ao invés de procurar levantar o moral dos membros, muitos se apresentam como profetas, “Profetas-Só-De-Coisas-Ruins”, sempre anunciando que “há uma nuvem escura sobre a Igreja”, que Deus “está pesando a mão”, que "há pecado na igreja", etc, etc e tal.
    Desconhecem a história da Igreja Cristã, que já passou por verdadeiras crises e superou cada uma delas, pois “Maior é o que está em nós, que aquele que está no mundo”. Esquecem que “... em Cristo, somos mais que vencedores”.
    As coisas andam feias em sua Igreja? Arregace as mangas e ajude aqueles poucos que ainda estão lutando. Se você parar de reclamar, já está ajudando. Mas, se resolver colocar a mão na massa, a coisa vai!
    Mesmo que sua Igreja já tenha morrido, Deus a pode ressuscitar, pois, no dicionário de Deus não consta a palavra IMPOSSÍVEL.
    A esperança é a última que morre, mas, quando morre, mata o homem.
    Cuide-se para não perder a esperança! Olhe sua Igreja com olhos espirituais; procure ver o que ela será, pela graça de Deus e não sua situação atual.

6o Motivo:   Decepção – vs. 21
    “Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a Israel; mas, depois de tudo isto, é já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam”.
    Quantas vezes Jesus afirmou que seu reino não é deste mundo? Ele deixou claro que não veio para formar um exército, para ser o governador ou o rei de uma nação, para criar uma dinastia ou qualquer destas coisas que os poderosos tanto apreciam. Apesar disto, os apóstolos pensavam que Jesus iria ser coroado e enfrentar os romanos e “redimir” (libertar) Israel.
    Havia, é claro, um interesse pessoal em cada um deles, para acreditar nisso. Como amigos íntimos do Mestre, certamente eles seriam nomeados generais, ministros, secretários. Imagine, um grupo de pescadores analfabetos nomeados para os altos escalões do novo governo, o governo de Jesus. Fantástico, não é mesmo?
    Mas, eles estavam confusos. Jesus nunca disse isso, nunca lhes deu qualquer esperança neste sentido.
    Ora, a Bíblia diz que quem crê em Jesus jamais será confundido. O quê aconteceu com os apóstolos, para ficaram tão confusos?
    Eles deixaram de ouvir as palavras de Jesus e passaram a acreditar em suas próprias ambições e devaneios.
    Muitas pessoas abandonam suas Igrejas quando se decepcionam com alguma coisa. Mas, como chegam a este ponto?
    Quando deixam de ouvir as verdades de Deus para ouvir seus próprios corações. Quando enganam a si mesmos, afirmando e acreditando que Deus lhes prometeu alguma coisa, quando, no fundo, eles estão apenas tentando satisfazer suas ambições pessoais.
    A Bíblia diz que só há um mediador entre Deus e os homens, Jesus. Porém, infelizmente, muitos se decepcionam porque deixam de procurar em Jesus as respostas para suas vidas e vão atrás de certos “homens e mulheres de Deus”, mendigando oração e em busca de “revelação”.  Passam a dar ouvidos aos profetas e profetizas de plantão. Passam a dar mais valor a sonhos, visões e sinais, que à presença de Deus e seus ensinos.
    Outros evangélicos organizam suas vidas função de suas Igrejas e de seus líderes, de tal forma que abandonam a família, os amigos, o estudo, o auto-desenvolvimento, o laser, etc. Então, num belo dia, suas Igrejas e seus líderes traem sua confiança, e a decepção vem à cavalo. Daí, não dá mais para segurar a barra. O único jeito de enfrentar a realidade é... bem, é fugindo dela. Abandonando tudo.
    Decepcionado? A culpa é sua, se acreditou em suas próprias ambições e se organizou sua vida em função de homens e Igrejas.
    Jesus nunca decepcionou alguém que tenha organizado sua vida em favor dele.
    É hora de reconhecer os erros, para não cair mais.

7o Motivo:   Falta de fé, descrença – vs. 22-25
   “... mas, depois de tudo isto, é já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam. É verdade também que algumas mulheres, das que conosco estavam, nos surpreenderam, tendo ido de madrugada ao túmulo; e, não achando o corpo de Jesus, voltaram dizendo terem tido uma visão de anjos, os quais afirmam que ele vive. De fato, alguns dos nossos foram ao sepulcro e verificaram a exatidão do que disseram as mulheres; mas não o viram”.
   Quase que dá para ouvir o tom de desprezo deles em relação ao testemunho das mulheres, quando se referiram a elas como "algumas mulheres".
    Não eram apenas algumas mulheres. Eram mulheres bem conhecidas do grupo. Mulheres respeitadas, que tinham nome e sobrenome. Mulheres que apoiaram o ministério de Jesus todo o tempo, não só financeiramente, mas, principalmente, com o serviço de suas próprias vidas. Mas, nada disso tinha qualquer valor para Cleopas e seu companheiro. Imediatamente, eles desqualificaram o testemunho delas, por serem apenas mulheres.
    Mas, sua descrença não parou por aí. Descreram, também, do testemunho dos homens (De fato, alguns dos nossos foram ao sepulcro e verificaram a exatidão do que disseram as mulheres; mas não o viram). À primeira vista parece que o testemunho dos homens os deixou propensos a crer, mas, não!  Se tivessem crido no testemunho daqueles verdadeiros servos de Deus, JAMAIS TERIAM IDO EMBORA para Emaús.
    Descreram da própria ressurreição, apesar dela ter sido apregoada por Jesus.
    Em resumo, descreram das mulheres, dos homens e do poder de Deus. Não é à toa que a repreensão de Jesus foi tão severa.
    Um dos motivos que levam as pessoas a abandonar suas igrejas é quando elas passam a agir de modo semelhante.
    É verdade que nas igrejas têm muita gente exagerada, doidas para dar um “tremendo testemunho”, tentando impressionar, para conquistar o respeito do grupo.
   Por outro lado, no entanto, há os casos verdadeiros. Testemunhos verídicos, comedidos, isentos de exageros. Pessoas que, de fato, têm experimentando uma dose maior da graça de Deus.
   Como diferenciar o falso do verdadeiro? A Bíblia nos ensina a agir com prudência, sobriedade e discernimento.
   Alguém certa vez disse: Para quem quer crer, nenhuma prova é preciso; para quem não quer crer, nenhuma prova basta.
    Seja crente, de verdade. Seja sábio e prudente, mas crente.  Jamais acredite em tudo; jamais duvide de tudo.
    O crente vive pela fé e não por preconceitos.
 
   Por ser que, neste ponto desta mensagem, você já tenha compreendido porque abandonou sua ou porque está pensando em fazê-lo. A pergunta que vem a seguir é natural: E agora, como voltar? Como sentir de novo a mesma alegria que eu sentia no início?
   Eu estaria mentindo, se lhe dissesse que é fácil voltar ou recuperar a alegria do primeiro amor. Não é nada fácil; mas não é impossível. Vou fazer uma lista dos eventos que motivaram aqueles dois a voltar correndo para Jerusalém:
    a) Jesus foi atrás deles;
    b) Jesus ouviu suas queixas;
    c)
Jesus falou aos seus corações:         “E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras”, de tal modo que seus “corações ardiam”;
    d) Eles convidaram Jesus a entrar em sua casa;
    e) Jesus restaurou a comunhão (no partir do pão);
    f) Jesus abriu seus olhos (tirou a cegueira espiritual);
    g) Eles voltaram correndo para Jerusalém.
    Note que, dos sete eventos que os culminaram na volta deles, somente dois foram de iniciativa humana; quanto aos demais, foram de iniciativa e Jesus.
    Em outras palavras: Se Deus não tiver misericórdia de sua vida, você jamais conseguirá voltar à sua igreja ou jamais conseguirá voltar a sentir a mesma alegria do início.
    Meu conselho é que você dobre seu joelho e clame em alta voz:
    Jesus, por favor, venha me buscar!
    E, quando algum irmão ou pastor o procurar e lhe convidar para ir a um culto, vá! E, se o seu coração começar a arder, ao ouvir a Palavra de Deus, convide Jesus a entrar em seu coração e ficar com você nesta “noite fria” que se instalou em seu espírito.
    Aceite o perdão de Deus (coma do pão que Jesus lhe der) e...
    VOLTE PARA SUA IGREJA.
    Se não for possível nem recomendável voltar para sua igreja, peça a Deus para lhe mostrar seu novo lugar de adoração.
    Não seja LOUCO E DURO DE CORAÇÃO!
    Seja crente!
    Crê somente!

Autor: Pr Franco

A Loja de Deus


Entrei numa loja e ví um anjo no balcão.
-Santo anjo do Senhor, o que vendes?

Respondeu-me:
-Todos os dons de Deus.
-Custa muito caro?
-Não, tudo é de graça.
Contemplei a loja e vi vasos de vidro de fé, pacotes de esperança, caixinhas de felicidade e sabedoria.
Tomei coragem e pedi:
-Por favor, quero muito amor de Deus,

todo o perdão dEle, vidros de fé, bastante alegria e felicidade eterna para mim e para minha família.
Então, o anjo do senhor preparou um pequeno embrulho que cabia na minha mão.
-É possível, tudo aqui?
O anjo respondeu sorrindo:
-Meu querido irmão, na loja de Deus não vendemos frutos, apenas sementes.
Plante a sua e seja feliz.

sábado, 5 de junho de 2010

APRENDA MAIS SOBRE OS ANJOS


     OS ANJOS  ALIADOS NA LUTA CONTRA O MAL (salmo 103:17-22)

    Há aproximadamente 300 referências bíblicas sobre anjos. São criaturas de Deus que ministram
    a favor dos salvos, Hb 1: 14.

    Esses agentes celestiais proporcionam segurança e livramento aos filhos de Deus. Precisamos ter conhecimento bíblico deste assunto porque alguns místicos estão se dedicando a escrever sobre anjos, espalhando muita heresia e ensinos que não têm nenhum fundamento na Palavra de Deus.
  
    I - QUEM SÃO OS ANJOS

    a) Os anjos são seres espirituais, sobrenaturais, criados por Deus antes de existir a terra, Jó 38: 4; Sl 148: 2-5 e Cl  1: 16. Deus criou os anjos com livre arbítrio. Uma parte deles aderiu à rebelião de Satanás, Ez 28: 12-17, Ap 12: 7-9 e Jd. 6. Os anjos que caíram tornaram-se espíritos malignos, chamados na Bíblia de demônios.

    b) Os anjos bons são numerosos, formando exércitos a serviço de Deus, 1Rs 22: 19, Sl 68: 17, Dn 6: 22; 7: 9-10 e Sl 46: 11. Eles têm uma hierarquia. A Bíblia fala sobre diferentes classes de anjos, 1Pe 3: 22:

    Serafins. São mencionados na visão de Isaías, quando  davam altos louvores à santidade e à glória do Deus dos Exércitos, Is. 6: 2-7.

    Querubins. Anjos que foram colocados ao oriente do Jardim do Éden para proteger o caminho da árvore da vida, Gn 3: 24. São os mesmos da visão de Ez 10: 1-4.

    Arcanjo. Exerce função especial, como que liderando os próprios anjos, Dn 12: 1. A Bíblia só usa o termo “arcanjo” para se referir a Miguel (cujo nome significa “quem é como Deus?”), Jd 9; Dn 10: 21 e Ap 12: 7-8.

   Anjos. São os demais seres espirituais. Há várias referências a eles nas Escrituras, Sl 91: 11; 148: 2; Mt 26: 53; Hb 12: 22; Jd 1: 14.

    c) Aparições de anjos. Há muitos relatos na Bíblia sobre pessoas que viram anjos. Às vezes, apareceram em forma humana, Gn 18: 2; 19: 1; At 1: 10. Em outras ocasiões, apareceram revestidos de glória, Dn 10: 5-6; Lc 24: 4. Em 2Rs 6: 15-17, os anjos foram vistos em forma de um grande exército, com carros e cavalos de fogo, em volta do homem de Deus, para livrá-lo do exército do rei da Assíria.

  
    II - A FUNÇÃO DOS ANJOS

    Os anjos executam muitas atividades na terra, cumprindo as ordens de Deus a nosso favor. A seguir, estudaremos algumas referências bíblicas sobre o trabalho sobrenatural que estes agentes celestiais realizam:

        *

          tiveram importante participação na entrega da lei a Moisés, At 7: 38, Gl 3: 19 e Hb 2: 2;
        *

          orientaram José e Maria na fuga para o Egito, Mt 2: 13;
        *

          regozijam-se por um só pecador que se arrepende, Lc. 15: 10;
        *

          observam o comportamento dos cristãos, quando congregados, 1Co 11: 10; Ef 3: 10 e 1Tm 5: 21;
        *

          são portadores de mensagem de Deus ao seu povo, Zc 1: 14-17 e At 10: 1-8;
        *

          são instrutores, trazendo orientações a mandado do Senhor, Mt 2: 13, 19-20; Zc 1: 9;
        *

          agem por ordem de Deus em respostas às nossas orações, Dn 9: 21-23; At 10: 4; 
        *

          confortam os que estão enfrentando problemas, Gn 16: 6-12; At 27: 23-24.  

    Assim como os anjos assistiram Jesus na tentação e nos angustiosos momentos vividos no Getsêmani, Mt 4: 11; Lc 22: 43; Lc 23: 4-6, eles protegem os que temem ao Senhor, Sl 34: 7, Sl 91: 11 e At 12: 7-10. São ajudadores: removeram a pedra do sepulcro, afastando um problema que as mulheres teriam de enfrentar. Compare Mc 16: 3 com Mt 28: 2-5.

  
    III - AGENTES QUE MINISTRAM A FAVOR DOS FIÉIS

    Os anjos são ministros de Deus na luta e defesa a favor dos que hão de herdar a salvação, Hb 1: 14 e Lc 16: 22. De que maneira convém proceder para fazer jus a essa presença poderosa?

    a) Afaste-se do pecado. A vida de impureza bloqueia a ação de Deus. O profeta Isaías afirmou que, embora a mão do Senhor não esteja encolhida, nem o seu ouvido agravado, o pecado separa o homem do Senhor, 59: 1-2. Como agirão os anjos do Senhor a favor de alguém, se este vive na prática do pecado?

    b) Tema ao Senhor e seja fiel. A promessa que existe no Salmo 34: 7, sobre o livramento que o anjo traz aos salvos, tem uma condição: temer ao Senhor. Essa foi a experiência dos companheiros de Daniel, Dn 3: 28. Homens fiéis terão a constante proteção de Deus. Os apóstolos foram libertos da prisão pelos anjos, At 12: 8-10.

    Os mensageiros de Deus podem agir em nossas vidas, como atuaram na vida de muitos personagens bíblicos. Vamos reivindicar do Senhor, a cada dia, o cumprimento da Palavra, que diz: “a seus anjos dará ordens a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos”, Sl 91: 11.




Fonte:
Revista de Estudos Bíblicos Aleluia

ALÉRTA Sua igreja corre o risco de estar usando material produzido por essa seit









Seita que prega libertinagem age livremente no Brasil
Pr. Rubens Paes
Arapongas, PR

Sua igreja corre o risco de estar
usando material produzido por essa seita

A seita que se intitula de A Família tinha anteriormente
o nome de
Meninos de Deus. Além de pregar absurdos,
defende a libertinagem sexual, ensinando
que os maridos podem entregar
suas esposas para a "sagrada prostituição",
a fim de conquistar membros para a "família".

As seitas representam um enorme perigo para o Corpo de Cristo. Seus adeptos chegam sempre de forma cautelosa, com iscas atraentes. Usam a própria Palavra de Deus como pretexto para fundamentar seus ensinos heréticos e antibíblicos. Procuram lançar a semente maligna onde está plantado o trigo do Senhor. Os males resultantes nem sempre podem ser percebidos de imediato. Muitas vezes são sementes que irão brotar anos depois.

Uma poderosa arma das seitas é o uso da literatura e dos recursos audiovisuais. Geralmente produzem material de alta qualidade gráfica. O grande perigo está no fato de que o veneno nunca se encontra à mostra. Ele vem depois, de modo quase imperceptível.

Sótão Encantado




Há pouco tempo tomei conhecimento de uma série de fitas de vídeo intituladas O Sótão Encantado. É um material feito para crianças. A qualidade é extraordinária. Algumas fitas têm mensagens bíblicas; outras contam histórias de fundo moral. Achei o material muito interessante. Depois, vi alguns pôsteres e me admirei com a beleza. Tudo com frases bíblicas e muita cor.
Um dia, conversando com um amigo, ele me disse que as fitas eram produzidas por uma seita, chamada de A Família. Sua Igreja havia adquirido aquele material, mas quando soube da origem se desfez de tudo.
A princípio, fui meio cético. Meu amigo indicou a revista Defesa da Fé, de abril de 2000, editada pelo Instituto Cristão de Pesquisas. Procurei a revista e fui ler. Fiquei surpreso. O título de capa era "Meninos de Deus e a ‘Sagrada’ Prostituição". A revista traz uma matéria de 10 páginas sobre o grupo. A seita que se intitula de A Família tinha anteriormente o nome de Meninos de Deus. Foi fundada em 1968 por David Brandt Berg (1919-1994). Relatos de incesto e abusos sexuais recheiam a história desse grupo, conforme a Defesa da Fé.
Fiquei curioso e procurei saber na Internet quais eram os outros produtos. Além das fitas O Sótão Encantado, existe a coleção Kiddy Viddy, cd’s e fitas Grandes Aventuras e Não Temas. A revista Defesa da Fé refere-se ainda a outros materiais produzidos pelo mesmo grupo religioso: revistas Contato, Amor é Notícia, Garotada, além de diversos livros e pôsteres com qualidade gráfica excepcional.
Normalmente quem vende esse tipo de material se identifica como missionário. São pessoas bem vestidas, que falam muito bem, alguns são estrangeiros, e afirmam que fazem parte de uma sociedade missionária independente.
Desejando conhecer mais acerca do grupo que coloca à nossa disposição essas fitas de vídeo, os cd’s e outros materiais, fui pesquisar na Internet, no site www.thefamily.org. Lá está a confissão de fé do grupo. Por sinal, muito bem escrita. O grupo diz crer que a Bíblia é a Palavra inspirada de Deus, que Deus é onisciente, onipotente e onipresente, que Jesus é o Filho de Deus; ensinam a necessidade de uma vida de consagração ao Senhor, etc... Pensei comigo: nisso eu também creio!
Contudo, num determinado ponto da confissão de fé houve algo que me chamou a atenção. Declaram que Deus usa não apenas os seres angelicais para ministrar a favor dos que hão de herdar a salvação (cf. Hb 1: 14), mas também espírito de "santos" que já morreram. Em outras palavras, ensinam que os espíritos dos mortos voltam! Tais espíritos, segundo eles, ministram a favor do povo de Deus e entregam mensagens divinas. Um dos fundamentos bíblicos que citam é o caso de Moisés e Elias, que estiveram com Jesus na transfiguração. Contudo, essa afirmação de fé está em total desacordo com as Escrituras (Lc 16: 26). Essa foi a porta para outras heresias que vi nos textos de A Família.

O Espírito Santo é feminino




Num determinado lugar da página www.thefamily.org na Internet vi a seguinte observação: se você quiser saber mais sobre as doutrinas, clique aqui... Cliquei e passei a ter mais surpresas. Cada vez me assustava mais. Em um documento em que se fala acerca das mulheres, dizem: "Cremos que o Espírito Santo, parte da Divindade, é feminino". E concluem: "Deus Pai, Deus Espírito e Deus Filho (Jesus) formam uma Família Celestial semelhante às nossas: pai, mãe e filho".

Libertinagem sexual




Depois de ter-me assustado com tamanhas heresias, fui ficando enojado quando comecei a ver as afirmações que fazem sobre sexo. O fundador do grupo dizia ter recebido uma "revelação de Deus" de que o sexo deveria ser usado como arma para "pescar" vidas para o reino de Deus. Essa é a chamada "pesca coquete". Maridos entregam suas esposas para a "sagrada prostituição" a fim de que, suprindo as necessidades sexuais de outros homens, os conquistem com a mensagem do Evangelho e os tragam para a "família". Afirmam: "Não consideramos errado que o Senhor tenha usado a beleza, amor e charme das mulheres missionárias na Família (The Family) através deste ministério para libertar os homens, dar-lhes o Evangelho e mostrar-lhes o amor de Deus, mesmo com um grande sacrifício pessoal".
Os adeptos da Família dizem que uma das principais coisas que os distinguem das outras igrejas é a crença de que os adultos podem envolver-se em certas práticas sexuais dentro dos limites das Escrituras. Os adultos, sejam solteiros ou casados, são livres para desfrutar de relações sexuais amorosas com outros adultos que consintam. Dizem: "Cremos que Deus é um Deus muito sexy". Membros casados da Família são autorizados a manter relações com outros membros casados, desde que haja consentimento.
Condenam o relacionamento homossexual masculino, mas permitem as práticas homossexuais entre mulheres. Dizem que nem a Bíblia e tampouco suas normas de conduta são explícitas em condenar o sexo entre mulheres.
Chegam ao absurdo de dizer que no céu haverá relações sexuais. Segundo eles, Jesus disse que no céu não haverá casamento, mas não disse que não existirá sexo.

Que fazer?

Quando alguém adquire os produtos de A Família está ajudando a financiar seus projetos e estratégias de "evangelização". Além disso, está abrindo uma brecha para o inimigo. Essa seita afronta diretamente verdades fundamentais da Palavra de Deus. As fitas de vídeo, os cd’s com belas canções e os livros podem parecer bíblicos e com conteúdo inofensivo. Mas, que poderíamos dizer de quem prepara todo esse material? Quais as motivações de tais pessoas? Como agem suas mentes? Sejamos, portanto, cuidadosos com o material que trazemos para dentro de nossas casas e igrejas.

A organização que leva o nome de A Família nada tem de fidelidade à Palavra. E eu, que quando estava no Seminário, tanto ouvia falar sobre os Meninos de Deus, jamais imaginei que algumas décadas depois representantes daquele grupo, com outro nome, estariam tão perto. Não como hippies que abraçavam a libertinagem dos anos 60/70, mas como pessoas finas e de boa oratória.

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Rubens Paes é pastor da IPRB e diretor da Editora Aleluia
Publicado no Jornal Aleluia de agosto de 2002
Página atualizada em 12/09/2009

OS DONS ESPIRITUAIS





Todo movimento de renovação espiritual,
para
ser legítimo,
precisa
aceitar e pôr em prática, de forma irrestrita,
as
doutrinas bíblicas relacionadas à ação do Espírito Santo.
E uma delas é a
existência dos dons espirituais
para
os nossos dias. Os dons são ferramentas que o Espírito de Deus entrega aos crentes, conforme sua vontade
e
propósito, sempre visando à edificação
do Corpo de Cristo                                                    







A Igreja está envolvida numa intensa batalha espiritual. Seus conflitos não se travam contra poderes humanos, mas contra potestades do mal. Por isso, é importante ter recursos espirituais para lutar contra os poderes que escravizam o homem, levando-o ao pecado.     


Os dons são para hoje ou não?

Para os grupos carismáticos e pentecostais, a atualidade dos dons espirituais é um fato incontestável. Mas não ocorre a mesma coisa nas igrejas chamadas de históricas ou tradicionais. Nestas, a não-aceitação da atualidade dos dons sempre foi motivo de discussões e divisões.





Para alguns teólogos, os dons eram apenas para os dias apostólicos, para a igreja primitiva. Quem pensa dessa maneira toma por base o texto de 1Co 13: 8-10. A expressão “quando vier o que é perfeito”, no v. 10, significaria que, ao cessar a era apostólica, ou quando estivesse completo o cânon do Novo Testamento, também cessariam os dons. Contudo, a crença de que os dons eram apenas para o primeiro século da era cristã não é unanimidade nem mesmo dentro das igrejas históricas.





Os argumentos favoráveis à existência dos dons para os nossos dias são muito mais convincentes. Há em 1Co 13: 8-10 uma clara referência à volta de Cristo. Só após a segunda vinda de Cristo é que não mais precisaremos usar os dons.





Jesus prometeu capacitar os crentes para a pregação da Palavra, Lc 10: 19. A história da Igreja confirma o uso dos dons nos seguintes períodos: IV século - Irineu, Tertuliano, Crisóstomo e Agostinho; séculos V ao XV, os valdenses, os albigenses, os jansenitas e os pietistas alemães; no século XIX, os metodistas; os quakers, Wesley, Whitefield, Moody, além de outros que passaram por essa experiência.





A diversidade de dons





Geralmente, ao estudarmos os dons espirituais nos prendemos àqueles mencionados em 1Co 12. Mas há diferentes listas de dons no Novo Testamento:





Romanos 12: 6-8: profetizar, ministrar, exortar, contribuir, presidir e exercer misericórdia. O contexto desses versículos enfatiza que todos somos membros do Corpo de Cristo e dependemos uns dos outros. Cada crente contribui para o crescimento do Corpo, usando o dom específico que tem recebido.





Efésios 4: 11-16: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores-mestres. Através desses ministérios os crentes são equipados para o serviço. À proporção que cada um presta sua contribuição, todo o corpo vai sendo edificado, v. 12, e cada membro em particular vai crescendo e adquirindo maturidade espiritual, vv. 13-16.





1Coríntios 12: 4-10: palavra de sabedoria, palavra de conhecimento, fé, dons de curar, operações de milagres, profecia, discernimento de espíritos, variedade de línguas, interpretação de línguas. Essa passagem, juntamente com os vv. 28 a 31, se complementa ao narrar os dons do Espírito Santo. No v. 7 o apóstolo ensina duas grandes lições. A primeira é de que o Espírito concede dons a cada crente: “a manifestação do Espírito é concedida a cada um...”. Outra lição é a do fim proveitoso dos dons. Não há distribuição de dom sem finalidade específica.





1Coríntios 12: 28: apóstolos, profetas, mestres, operadores de milagres, dons de curar, socorros, governar, variedades de línguas.





1Pedro 4: 10-11: falar, servir. O objetivo dessa passagem é acentuar que, se o crente recebe um dom espiritual, deve empregá-lo a serviço dos outros membros, conforme o poder de Deus e para a glória do Senhor.





Manifestação do Espírito no Antigo e Novo Testamentos





Há uma nítida diferença entre o agir do Espírito no Antigo Testamento e no Novo. No AT, o Espírito Santo agia sobre algumas pessoas específicas, com um propósito especial, dando-lhes capacidade para executarem certas tarefas. Alguns exemplos:


  • Belzaleel recebeu habilidades para trabalhar na obra
    do tabernáculo, Êx 35: 30-31;



  • Otoniel, Gideão, Jefté e outros receberam poder
    vindo do Espírito para livrar e governar Israel;



  • veja também estas ações especiais do Espírito no AT, dando habilidade específicas a certas pessoas para profetizar, Nm 11:26-27; operar milagres, Js 10: 12-13; ter fé, 1Re 18: 23-30; ter discernimento, 2Rs 5: 25-27; ter sabedoria, 1Rs 4: 29 e Gn 41: 25.



No Novo Testamento, no entanto, há uma nova perspectiva sobre o mover do Espírito Santo. Vê-se que o Espírito age irrestritamente no Corpo de Cristo. Ele é o selo que identifica que o salvo é propriedade de Deus, Ef 1: 13; 4: 30. Todo salvo tem o Espírito, Rm 8: 9. O Espírito é quem habilita os crentes para o serviço cristão. Ele é o distribuidor dos dons.



Conclusões

Há algumas importantes lições que temos de ter em mente sobre os dons:


1. devemos procurar com zelo os melhores dons, ou seja, aqueles que trazem edificação aos irmãos, 1Co 12: 31;





2. os dons devem ser usados para o benefício da igreja e não para proveito próprio;





3. cada cristão deve procurar desenvolver seus dons,
1Tm 4: 14 e 2Tm 1: 6;





4. se os dons não forem bem usados poderão provocar confusão no seio da Igreja, causando escândalo à obra de Deus;





5. o exercício dos dons espirituais não indica o grau de espiritualidade de uma pessoa. Compare 1Co 1: 4-7 com
1Co 3: 1-3.
Embora os coríntios tivessem muitos dons, foram chamados de crianças em Cristo. O termômetro para se medir a espiritualidade de um crente é o fruto do Espírito,
Gl 5: 22-23.



6. Os dons só terão valor diante de Deus se forem exercidos com amor.


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Rubens Paes é pastor da IPRB e diretor da Editora Aleluia.
Artigo inserido no site em abril 2007.
Fontes: Revista de EBD Aleluia 58, lição 6, junho de 1999.
Jornal Aleluia de dezembro de 2004.
Página atualizada em 19/01/2010.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

mundo de muito luxo e muito lixo!!!!


Nós bebemos demais, gastamos sem critérios. Dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e raramente estamos com Deus. Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente.

Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos. Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio. Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.

Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos. Aprendemos a nos apressar e não, a esperar. Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos cada vez menos.

Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande, de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias. Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados. Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas 'mágicas'.

Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa. Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar 'delete'.

Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão aqui para sempre. Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer. Lembre-se de dizer 'eu te amo' à sua companheira(o), e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, se ame... se ame muito.

Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro. Por isso, valorize sua família e as pessoas que estão ao seu lado, sempre!

George Carlin
Escritor e pioneiro no humor de crítica social

APRENDI A VIVER CONTENTE EM TODA E QUALQUER SITUAÇÃO

APRENDI A VIVER CONTENTE
EM TODA E QUALQUER SITUAÇÃO

"Alegrei-me, sobremaneira, no Senhor porque, agora, uma vez mais,
renovastes a meu favor o vosso cuidado; o qual já tínheis antes,
mas vos faltava oportunidade.

Digo isto, não por causa da pobreza,
porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação.

Tanto sei estar humilhado como também ser honrado;
de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência,
tanto de fartura como de fome;
assim de abundância como de escassez;
tudo posso naquele que me fortalece". (Filipenses 4.10-13)

Ele estava preso.
Pesava sobre sua cabeça uma sentença de morte.
Estava passando necessidades; talvez, até fome.
Ainda assim, declara estar CONTENTE!

Qual era o seu segredo?
Como viver contente em toda e qualquer situação?

Podemos descobrir, analisando suas declarações:

1. APRENDI...
A primeira lição que podemos tirar é que este estado de espírito não vem por acaso; é o resultado de um longo aprendizado.

Enquanto a maioria das pessoas aprendem a se tornarem "fechadas", desconfiadas e entristecidas com as amargas experiências da vida, o Apóstolo Paulo, com estas mesmas experiências, comuns a todos nós, aprendeu o segredo do viver contente.

Ele considerava cada experiência, boa ou ruim, uma excelente oportunidade para aprender a viver.

Será que é isto que nos falta, uma "atitude de aluno", positiva, diante das dificuldades e dos sofrimentos?

2. A VIVER CONTENTE...
Dando uma olhadinha mais profunda no texto bíblico, descobrimos que a palavra traduzida como "contente" neste texto bíblico é a palavra grega autarkes ou autokratés, de onde vieram também as nossas palavras Autarquia e Autocrata.

Autarquia significa: Governo autônomo. Administração autônoma que procede sem interferência do poder central; autonomia.
Autocrata significa: Soberano absoluto e independente.

O que será que o Apóstolo Paulo queria dizer, ao usar esta palavra, que estava rindo à toa em meio às tempestades? Não! É claro que o sofrimento incomoda.

O que o Apóstolo Paulo estava dizendo é que é possível conservar a serenidade, o controle da situação, a autonomia, independentemente dos problemas que estamos passando. É como se dissesse: Aprendi a manter o controle...

Esta é a segunda lição que podemos tirar deste texto bíblico.
E quanto a nós, já aprendemos isto?

3. EM TODA E QUALQUER SITUAÇÃO.
A terceira lição que podemos tirar deste texto é esta: É preciso aprender a manter a serenidade em toda e qualquer situação.

Na hora da humilhação ou da exaltação.
Na hora da fartura ou da fome.
Na hora da abundância ou da escassez.

A maioria de nós não sabe administrar nem uma situação nem outra.
Quando estamos "por baixo", xingamos, reclamamos, sofremos, enchemos o coração de ódio e mágoa. Quando estamos "por cima", esbanjamos e humilhamos quem está "por baixo".

Muitos não são honrados por Deus, porque não teriam o mínimo controle numa situação de fartura e abundância.

Isto aplica-se a nós?

3. TUDO POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE.
Provavelmente você já tenha ouvido este verso bíblico.

As aplicações mais comum são essas:
Tudo posso TER, FAZER, ADQUIRIR, CONQUISTAR, PROSPERAR naquele que me fortalece.

Bem, não é nada disto!
O que o Apóstolo disse foi: Tudo posso ADMINISTRAR naquele que me fortalece.

Ele APRENDEU, porque Cristo o fortalecia.
A VIVER CONTENTE, porque Cristo o fortalecia.
EM TODA E QUALQUER SITUAÇÃO, porque Cristo o fortalecia.

Em nenhum momento o Apóstolo pretendeu nos ensinar alguma nova filosofia de vida ou uma oração mágica que forçasse as janelas do céu a se abrirem sobre nós.
Ele tão-somente estava relatando que chegou à maturidade da fé, que lhe dava o controle da situação - fosse ela qual fosse - porque Jesus Cristo o fortalecia.

CONCLUSÃO:
O cristão, como qualquer outro ser humano, pode passar por diversas experiências na vida, da fome à fartura; da humilhação à honra; da escassez à abundância.
Mas, é possível aprender a manter a serenidade em qualquer situação.
No entanto, a plenitude deste aprendizado só é possível para aqueles que buscam força em Jesus Cristo. Somente aqueles que estão ligados em Cristo e dispostos a aprender poderão um dia repetir com honestidade as palavras do Apóstolo:

APRENDI A VIVER CONTENTE EM TODA E QUALQUER SITUAÇÃO!


Autor: Pr Franco

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