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quinta-feira, 3 de maio de 2012

alma e espirito qual a diferença



As palavras "alma" e "espírito" nas Escrituras provém de palavras hebraicas e gregas, línguas em que a Palavra de Deus foi escrita. Vejamos:

Alma - No AT, vem do hebraico vpn (nephesh). Ocorre aproximadamente 755 vezes, sendo traduzida de diferentes formas, dependendo do contexto. No Novo Testamento, a palavra grega é quch (psyche) e ocorre aproximadamente 105 vezes.

Espírito - No AT, são usadas as palavras Mwr (ruach) e hmvn (neshamah). Aparece 377 vezes. No Novo Testamento, a palavra grega para espírito é pneuma (pneuma); ocorre 220 vezes.
Ambas são traduzidas de diversas formas nas Escrituras; eis alguns exemplos:
Alma - vida (Gn 9:4,5; 35:18; Sl 31:13, etc), pessoa (Gn 14:21; Dt 10:22; At 27:37, etc), cadáver (Números 9:6); apetite (Ec 6:7) coração (Ex 23:9) ser vivente (Ap 16:3) pronomes pessoais (Sl 3:2; Mt 26:38)

A palavra “alma” aparece na Bíblia aproximadamente 1600 vezes, e em nenhum caso refere-se a uma entidade fora do corpo, ou que seja “imortal”.

Espírito - vento (respiração - Gn 8:1), espírito (no sentido de alento - Jz 15:19), atitude ou estado de espírito (Rm 8:15; I Co 4:21, etc), sopro ou hálito de Deus (II Ts 2:8, etc) consciência individual (I Co 2:11, primeira parte).
Possui também outras definições: anjos e demônios (Hb 1:14; I Tm 4:1, etc) aplica-se como apelativo a Cristo (II Co 3:17 ) a Divina natureza de Cristo (Rm 1:4), a Terceira Pessoa da Trindade (Rm 8:9-11; I Cor. 2:8-12 )
O termo "espírito", em todas as vezes que aparece nas Escrituras referindo-se ao ser humano, não expressa o conceito de que o mesmo seja uma entidade imaterial consciente capaz de sobreviver fora do corpo.
Por que existem tantos sentidos para as palavras “alma e espírito”? A línguas bíblicas não possuem um considerável número de verbetes. Como exemplo temos o hebraico, que não tem vogais, preposições, ou conjunções. É esta escassez de palavras que torna possível apenas uma assumir vários sentidos.
Como comparação, vejamos a língua portuguesa. Mesmo sendo rica em letras e verbetes, enfrenta certas dificuldades. A palavra “manga” tem mais de 1 sentido: manga de um casaco; a fruta cujo nome é manga, etc. Se a nossa língua, com seus muitos verbetes têm palavras com vários sentidos, imagine o alfabeto hebraico !
Apesar das diversas traduções, é importantíssimo sabermos que o conceito básico de "espírito" e "alma" encontramos no texto de Gênesis 2:7, onde nos é mencionado o processo utilizado por Deus na criação do homem:
“Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida (neshamah), e o homem passou a ser alma (nephesh) vivente”. Gênesis 2:7.
Deus formou ao homem de 2 elementos: pó da terra e fôlego de vida. De acordo com o original, este texto seria da seguinte forma: "Então, formou o Senhor Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o espírito de vida (fôlego de vida), e o homem passou a ser uma pessoa vivente".Isto significa que no conceito Bíblico:
A) Espírito é o fôlego de vida proveniente de Deus;
B) Alma é a união do corpo com o fôlego de vida, ou seja, a pessoa como um todo. Isto é apoiado pelo texto de Deuteronômio 10:22. Exemplifiquemos isto:
Digamos que você tenha uma lâmpada e não tenha e eletricidade. Terá luz? Certamente não.
Agora suponhamos que você tenha a eletricidade, mas não tenha a lâmpada. Terá luz? Também não.
Para haver a luz, terá de ter a lâmpada e a eletricidade; apenas uma delas não bastará.
O mesmo se dá com a vida. Para existir vida, temos de ter o corpo e o espírito (fôlego de Deus). Caso contrário, não temos vida; somos inconscientes. Como disse Jesus:
“Isto dizia e depois lhes acrescentou: Nosso amigo Lázaro adormeceu, mas vou para despertá-lo. Disseram-lhe, pois, os discípulos: Senhor, se dorme, estará salvo. Jesus, porém, falara com respeito à morte de Lázaro; mas eles supunham que tivesse falado do repouso do sono. Então, Jesus lhes disse claramente: Lázaro morreu”. João 11:11-14.
Cristo comparou a morte a um SONO, confirmando assim o que diz Salomão:
“Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento. Amor, ódio e inveja para eles já pereceram; para sempre não têm eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol”. Eclesiastes 9:5-6.
Portanto:

Lâmpada + eletricidade = Luz.
Lâmpada - eletricidade = Sem luz.

Pó da Terra (corpo) + fôlego de vida (espírito) = Alma vivente.
Pó da terra - fôlego de vida = cadáver - sem vida.
A união do corpo com o fôlego de vida de Deus resultou numa alma vivente. Assim, podemos ver que o homem “é uma alma”. (cf. Deuteronômio 10:22), não “possui uma alma”.
O fôlego de vida (espírito) humano, dado por Deus, a fonte de toda a vida (Salmo 36:6; Colossenses 1:17, etc) é o mesmo de todos os animais (leia Gênesis 7:22; Eclesiastes 3:19); isto quer dizer que este alento não pode ser algo inteligente, pois se o fosse, o fôlego de vida dos animais (o espírito) teria de ser algo racional também.

Quando morre o corpo, o fôlego de vida não mais existe; torna para Deus (Eclesiastes 12:7) (reintegra-lo, talvez, no ar). Sendo que este espírito (sopro ou fôlego de vida) não é algo pensante, na morte o ser humano deixa de existir como um todo.
De acordo com as Escrituras, o único que possui a imortalidade é Deus: “a qual, em suas épocas determinadas, há de ser revelada pelo bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores; o único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver. A ele honra e poder eterno. Amém!” 1 Timóteo 6:15-16.
Isto se dá porque, para o homem fosse eterno, teria de obedecer a Deus para ter livre acesso á árvore da vida, que perpetua a existência. Como o homem pecou e Deus o expulsou do éden, ele não comeu mais da árvore da vida, tornando-se assim mortal. (Leia Gênesis 3:22-24; Isaías 51:12).
Se já fôssemos imortais, não haveria necessidade de Adão ter comido da árvore da vida, e nós de a comermos no céu. (cf. Gênesis 2:16, 17; 3:23, 24 e Apocalipse 22:2). Como seríamos imortais sendo que Deus privou o homem de comer da árvore da vida? (ver Gênesis 3:22 e 24). O homem foi criado com a imortalidade; mas esta era “condicional” à obediência a Deus.
No céu, quando Jesus voltar e nos levar com ele iremos comer da árvore da vida para sermos imortais: “No meio da sua praça, de uma e outra margem do rio, está a árvore da vida, que produz doze frutos, dando o seu fruto de mês em mês, e as folhas da árvore são para a cura dos povos”. Apocalipse 22:2.
“Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro, para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas”. Apocalipse 22:14.
“e, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro”. Apocalipse 22:19.
Se já tivéssemos uma alma ou espírito imortal, não haveria necessidade disto.
Se o espírito ou alma já estivessem no céu (vivendo de um modo imaterial), porque Jesus iria vir nos buscar? Não haveria necessidade disto se já estivéssemos lá em cima.
A ressurreição é uma prova de que a pessoa ainda não está no céu na morte; se Jesus vem nos ressuscitar a pessoa para levar ao céu, é sinal de que ela ainda não está lá.
Com o auxílio de uma concordância analítica, podemos verificar que o hebraico “nephesh” e o grego “psique” não aparecem uma única vez coma idéia de imortalidade ou eternidade.
As mesmas palavras hebraicas usadas para definir espírito são usadas para referir-se ao “fôlego de vida” que Deus soprou nas narinas do homem; assim ocorre também com as palavras gregas.

O estado do homem na morte
Na Bíblia, a morte é comparada a um “sono” cerca de 53 vezes, indicando assim o estado de inconsciência dos mortos até a volta de Jesus (Salmo 6:5; 13:3; 88:10-12; 115:17; Isaías 38:18-19; Eclesiastes 9:5-6 e 10; I Tessalonicenses 4:13-16).
“A Bíblia não apóia em absoluto a doutrina popular de que os mortos permanecem conscientes até a ressurreição. Pelo contrário, enfaticamente refuta tal ensinamento (Sl 115:17; Ec 9:5). Emprega-se comumente o verbo dormir como símbolo da morte (Dt 31:16; 2 Sm 7:12; I Rs 11:43; Jó 14:12 ; Dn 12:2; Jo 11:11,12; I Co 15:51; I Ts 4:13-17; etc). A declaração de Jesus, que consolava a seus discípulos com a idéia de que eles voltariam a estar com ele na ocasião de sua segunda vinda e não na morte, ensina claramente que o “sono” não é uma comunicação consciente dos justos com o Senhor (João 14:1-3). Do mesmo modo, Paulo explicou que ao produzir-se o segundo advento, todos os justos que então estão vivos e os mortos que ressuscitarão neste momento se unirão simultaneamente com Cristo, sem que os vivos precedam os mortos (I Ts 4:16,17)” .
Se a morte fosse um começo de uma nova existência, não poderia ser chamada pelas Escrituras de nossa “inimiga” (I Coríntios 15:26); teria de ser chamada de amiga, pois estaria nos ajudando a ir para o paraíso.

Como os justos irão pára o céu. Origem da doutrina da imortalidade da alma
Não nos esqueçamos que as pessoas que foram arrebatadas ao Paraíso (Enoque, Moisés e Elias) o foram com o corpo, em vida e não por ocasião da morte (Moisés foi ressuscitado antes de ir ao céu - cf. Judas 9). Isto é uma prova indiscutível de que o ser humano, ao ir para o Céu, irá também com o corpo e não em espírito apenas.
Basta estudarmos a história e veremos que “a doutrina da imortalidade da alma não é bíblica, mas pagã. Nasceu na Grécia e propagou-se na Igreja, através de Platão, do século V em diante, graças à influência de Agostinho...” (Professor Otoniel Mota, Pastor Presbiteriano, em Meu Credo Escatológico [opúsculo], ed. 1938, p. 3.)

Questões Bíblicas para análise:
1) Se a pessoa ao morrer fosse para o céu ou para o inferno, que necessidade haveria de Jesus voltar e nos ressuscitar, se já estivéssemos no céu? (os de Cristo, na sua vinda - I Cor. 15:23). É ilógico Jesus enviar-nos do céu 'em espírito' para a sepultura para depois ter de ressuscitar. Como harmonizar a doutrina da ressurreição com a doutrina imortalista?
2) Como crer que ao morrermos vamos para o céu se em Hebreus 11:39 e 40 os heróis da fé ainda não obtiveram a concretização da promessa, pois Deus não quer que sem nós eles sejam aperfeiçoados? (Lembremos de I Cor. 15:20).
3) Como crer na doutrina da imortalidade da alma sendo que a eternidade do homem era condicional à obediência a Deus, e por desobedecer Adão foi privado da árvore da vida para que não se tornasse imortal como Deus? Nós não comemos da árvore da vida... (Gênesis 3:22-23). Porque iremos comer da árvore da vida no céu se nosso espírito é imortal? (Apocalipse 22:2).
4) Se somos imortais, porque devemos ainda “buscar a imortalidade e a incorruptibilidade”? (Romanos 2:7). Se devemos buscar, é porque não a temos.
5) Porque Jesus diz ser a morte um sono? (João 11:11-14) Porque Jesus disse, após Sua ressurreição, que durante a morte “ainda não tinha subido para o Pai?” (João 20:17).
6) Como harmonizar a doutrina da imortalidade da alma com o texto de Mateus 16:27, no qual diz que “a recompensa será dada quando Jesus voltar”? Se estivessem os mortos no céu ou no inferno, já teriam recebido a recompensa...Tal doutrina (vida após a morte) não se harmoniza com a doutrina do Juízo.
7) Jesus disse em João 11:25: “... Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; (João 11:25 grifo meu); Ele não disse: “... ainda que morra, vive...”. “Ao contrário, Ele declarou, que no futuro trará da sepultura aqueles que morreram nEle. Veja João 5:28 e 29”.


Quando receberemos a imortalidade.

Em João 5:24 o Senhor diz que ao cremos nEle, temos a imortalidade garantida. Mas isto não significa que hoje tenhamos recebido a imortalidade . Isto fica claro nos seguintes textos, onde se afirma que a receberemos quando Jesus voltar e ressuscitar os justos :“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá” João 11:25. “E serás bem-aventurado, pelo fato de não terem eles com que recompensar-te; a tua recompensa, porém, tu a receberás na ressurreição dos justos”. Lucas 14:14. “De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia”. João 6:40.

Outros versos:
“Ora, todos estes que obtiveram bom testemunho por sua fé não obtiveram, contudo, a concretização da promessa, por haver Deus provido coisa superior a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados”. Hebreus 11:39-40. “Cada um, porém, por sua própria ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda”. 1 Coríntios 15:23. “Não queremos, porém, irmãos, que sejais ignorantes com respeito aos que dormem, para não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança. Pois, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também Deus, mediante Jesus, trará, em sua companhia, os que dormem. Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor”. 1 Ts 4:13-17.
Neste texto podemos ver a seqüência correta dos eventos antes de recebermos a imortalidade que já nos está assegurada em Cristo:
1o: Vinda de Jesus;
2o: Ressurreição dos mortos;
3o: Transformação dos vivos;
4o: Arrebatamento dos vivos juntamente com os mortos ressuscitados, indicando assim que iremos para o céu todos juntos; os mortos não vão primeiro após a morte;
5o: Encontro com o Senhor nos ares;
6o: Vida eterna ao lado de Cristo.
Em I Coríntios 15 também podemos observar esta seqüência em muitos detalhes:
“Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque é necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que o corpo mortal se revista da imortalidade. E, quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade, então, se cumprirá a palavra que está escrita: Tragada foi a morte pela vitória”. 1 Coríntios 15:51-54.
1o: Volta de Jesus, anunciada pelas trombetas;
2o: Ressurreição dos mortos;
3o: Transformação dos vivos;
4o: Nos é outorgada a imortalidade, pois é neste momento que é dito que “tragada foi a morte pela vitória”.
Eis a seqüência apresentada e apoiada pelas Escrituras.

Escola Bíblica - escolabiblica@sisac.org.br

sexta-feira, 23 de março de 2012

Quando Jesus estendeu a sua mão

Quando Jesus estendeu a sua mão para mim…me fez feliz!

18052011

Muito se discute a respeito da Felicidade. Mas, o que seria ela?

Creio, há muitas formas de defini-la e senti-la. Não é o meu propósito discorrer sobre as suas muitas distinções e definições, farei apenas uma reflexão.

Bom! Uma coisa é certa, a Felicidade é RELATIVA. Sim, relativa! Pois, o que para uns é felicidade, para outros não é; e vice-versa!! Certo autor (Não lembro o nome), disse a respeito deste tema: “A felicidade depende de como você enxerga e encara as circunstâncias”. Ou seja, depende de como você vê a situação. Depende do que é importante para você; e mais que isto, depende se você possui este algo importante!!

Vejamos: Se você ama o dinheiro e se vê na falta do mesmo, você será infeliz; pois que o dinheiro é muitíssimo importante para ti. Mas, se, ao contrário, o dinheiro não é importante para ti, você não se importará com os benefícios e os malefícios que a abundância ou falta daquele lhe pode trazer (apesar de que no mundo em que vivemos se torna quase impossível viver sem dinheiro).

Tomando o exemplo do referido autor a pouco atrás. Conta ele que: “Encontrou pessoas, executivos, bem sucedidos, ricos, em WallStreet, mas que eram extremamente infelizes. De outra sorte, encontrou camponeses felizes com a vida que levavam, apesar das dificuldades que passavam. Como pode?

Diga você; quantas vezes se perguntou: Como é possivel tal pessoa ser feliz com a vida que leva? No exemplo do autor acima, podemos dizer que o inverso é verdadeiro. E, além disto, tiramos outra conclusão: A felicidade é muito mais complexa do que podemos pensar. É a forma como você encara as coisas!

O Apostolo Paulo nos dá uma dica, que ele mesmo viveu, e que é “um” grande passo para a felicidade: SABER VIVER EM QUALQUER CIRCUNSTÂNCIA (Filipenses 4.11); não se apegar demasiadamente as coisas desse mundo e as expectativas deste mesmo mundo. Se eu poderia acrescentar algo a isto, diria: “Já começa a ser feliz, aquele que não sacrifica o seu interior – com diz Eclesiástes: Correndo atrás do vento!!”. Afinal de contas o que adianta, diz a bíblia, o homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou o que adianta se afadigar ao extremo, juntar riquezas e posses, e não desfrutá-las? Ou ainda, ser bem sucedido no trabalho, ser bem visto no mesmo, mas perder o amor da sua familia, dos filhos, dos pais, dos amigos?

Além disto, podemos dizer também que a felicidade é “conseqüência” de algumas coisas, e não a “causa” em si mesma. Dentre essas coisas, podemos citar: Os mandamentos e leis de Deus que, inquestionavelmente, Ele nos deu para sabermos viver em sociedade, em comunidade. Saber viver em grupo promove a felicidade. A felicidade não é algo que se pode buscar sozinho, apesar de muitos tentarem fazê-lo. Dependemos uns dos outros para sermos felizes. O homem ainda não compreendeu (apesar do tempo) isto! Talvez você não tenha notado, mas a grande maioria dos mandamentos de Deus, são leis, normas, regulamentos para o bem estar das pessoas, ou seja, para saberem viver em comunhão, em sociedade! Reveja os dez mandamentos; e constatará que o que Deus pediu, a maioria, se tratava de situações relacionadas aos homens! Por isto, Jesus, resumiu espetacularmente todos os mandamentos em apenas dois: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”. Com certeza o Senhor condensou mais coisas no: “Amar ao próximo como a ti mesmo” do que no: “Amar a Deus sobre todas as coisas”. Tente me compreender, não estou blasfemando (rs)… é como se a maior preocupação de Deus fosse conosco!! É por isto também que o apostolo João em sua primeira epístola diz: “aquele que não ama seu irmão a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê!!”.

Apesar das considerações acima, uma coisa é certo: Todos nós a buscamos, e todos nós queremos ser felizes.

Entretanto, vejo que há um caminho a ser seguido. Falando de minha experiência, a primeira coisa que Jesus fez por mim não foi trazer felicidade (embora tenha sentido uma grande alegria quando o aceitei); Ele primeiro TRANSFORMOU-ME; e com a transformação, me fez, e a cada dia me faz uma pessoa melhor. A felicidade veio, vem e continua vindo, depois!! é conseqüência de tudo isto que tenho falado até aqui! E a cada dia tenho aprendido a ser mais feliz, pois tenho (é difícil, mas tenho) aprendido a saber viver em quase todas as circunstâncias que eu tenho passado; tenho me esforçado para observar e cumprir os mandamentos de Deus. Amar e a respeitar o meu próximo. Isto me tem feito uma pessoa melhor. Tenho muito a prosseguir. Muito ainda para ser feliz.

Posso dizer, igualmente, que a razão e o princípio da minha felicidade estão no fato de eu estar bem com o meu SENHOR e comigo mesmo. Todas as outras coisas dependem dessas duas. Há uma música que expressa tudo o que eu sinto desde que o reconheci como meu único e suficiente SALVADOR…

“A minha alma estava longe do caminho do céu; eu era pobre e perdido pecador. Mas Jesus transformou minhas trevas em luz; quando ele estendeu a sua mão para mim. Quando Jesus estendeu a sua mão; quando ele estendeu a sua mão para mim; eu era pobre e perdido sem Deus, sem Jesus. Quando ele estendeu a sua mão para mim. Mas, agora me regozijo desde que eu o aceitei, e na tempestade eu posso sossegar; pois com ele sou liberto do perigo e do mal; desde que estendeu sua mão para mim.”

O Senhor Jesus enquanto viveu nesta terra não se cansou de estender a sua mão ao necessitado.

Estendeu a sua mão para:

- Curar
- Libertar
- Salvar
- Alegrar
- Abençoar
- Transformar
- Para trazer Provisão
- Trazer Paz e Refrigério

Toda essa obra que fora feita pelas suas mãos, na verdade, era apenas uma pequenina parte da grande obra que faria na frente: Oferecer a sua vida como sacrifício em favor dos Pecadores. Entretanto, antes de cumprir essa GRANDE obra (pois há tempo para todas as coisas), Jesus, andava por todos os cantos estendendo as mãos e fazendo o bem.

Na cultura Judaica, cria-se que nas mãos ficavam gravadas as obras de uma pessoa. E por essas mesmas obras as pessoas seriam recompensadas. Não haveria como fugir ou mentir; as suas mãos testemunhavam contra ou a favor!

Quando Jesus ressuscitou e apareceu aos seus discípulos, apresentou-lhes as mãos que antes foram cravadas na cruz com pregos. Esse ato de mostrar-lhes as mãos não era apenas uma prova de que Ele fora crucificado e havia ressuscitado, mas, acima de tudo, era um TESTEMUNHO da obra que realizou em toda a sua vida aqui na terra, pela qual foi levado a morrer na CRUZ.

O mais maravilhoso de tudo isto é que o nosso Senhor Jesus é o mesmo e continua estendendo as suas mãos para fazer as mesmas obras que fez no passado. Ele ainda não se cansou de ter as suas mãos estendidas. Suas mãos não estão estendidas apenas para testemunho de tudo o que fez; elas estão estendidas “por” e “para” você! Se você quiser e deixar, ELE LHE FARÁ FELIZ!! AMÉM!!

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