sexta-feira, 4 de junho de 2010

A VERDADE SOBRE OS LÍDERES RELIGIOSOS QUE ARRANCAM DINHEIRO DO POVO

A VERDADE SOBRE OS LÍDERES RELIGIOSOS
QUE ARRANCAM DINHEIRO DO POVO

Próximo ao ano 850 antes de Cristo, viveu na Síria um homem chamado Naamã. Ele era o comandante geral do exército do seu país, muito respeitado pelo rei e por seus soldados. Porém Naamã tinha uma doença muito grave: a lepra.

Um dia ele ficou sabendo que em Israel morava um homem de Deus, o profeta Elizeu, que poderia curá-lo. Ele pediu permissão ao seu rei, que, além de autorizá-lo a ir procurar o profeta, deu-lhe uma carta de apresentação para ser entregue ao rei de Israel, muitos quilos de prata e ouro, 10 mudas de roupas finas e soldados para garantir sua segurança na viagem.

Apesar de estar precisando de ajuda, Naamã era muito orgulhoso, por isso o profeta Elizeu nem o recebeu em sua casa e, para quebrar seu orgulho, ordenou que ele se lavasse sete vezes no Rio Jordão, que naquela ocasião estava barrento. Naamã resistiu, mas, por fim obedeceu. Assim que terminou de tomar os banhos que lhe foram ordenados, ele foi curado. Naamã ficou tão feliz que quis dar a Elizeu o ouro, a prata e as roupas finas que havia trazido, mas Elizeu recusou o presente. Naamã insistiu, mas Elizeu recusou novamente. Naamã agradeceu, pediu para levar um pouco de terra (para adorar a Deus sobre ela, em respeito e sinal de reconhecimento), louvou a Deus por ter sido curado e despediu-se do profeta.

Morava com Elizeu um aprendiz de profeta, o jovem Geazi. Ganancioso. Quando Naamã se tinha afastado certo distância, Geazi correu atrás dele, determinado a pegar o seu dinheiro. Ao ver o rapaz correndo atrás de sua caravana, Naamã parou e lhe perguntou se havia algum problema. Geazi respondeu: “Elizeu mandou-me aqui para lhe dizer o seguinte: Assim que você saiu, dois jovens profetas chegaram de viagem à minha casa. Dá-me tanto de prata e duas mudas de roupas finas para que eu possa ajudar estes dois rapazes.”

Naamã deu a Geazi o dobro da quantia de prata que ele lhe pediu e duas mudas de roupas finas e, ainda, ordenou que alguns de seus soldados o ajudassem a carregar. Quando eles chegaram perto da casa, Geazi dispensou os soldados e, sozinho, escondeu a mercadoria. Logo depois, Elizeu perguntou a Geazi aonde ele tinha ido. Geazi disse que não havia ido a lugar algum. Então, Elizeu lhe disse: “Eu sei o que você fez. Não era ocasião para pedir ou aceitar presentes. Já que você quis ficar com a prata de Naamã, fique também com sua lepra. E na tua família sempre haverá pessoas leprosas; para sempre. ”

E Geazi ficou leproso da cabeça aos pés. Confira esta história na Bíblia: II Reis, Capítulo 5.

Quais lições podemos tirar desta história impressionante?

1. Primeira: Existem muitas diferenças entre o verdadeiro e o falso profeta:

1.1 - Elizeu, o profeta verdadeiro:

a) Não pediu, nem aceitou qualquer tipo de pagamento, oferta ou presente, pelo fato de ter curado Naamã. Nem antes, nem depois.

b) Não misturava “Cura Divina” com dinheiro ou presentes.

c) Não se aproveitou da situação de Naamã. Jesus falou: “De graça recebeste, de graça dai.”

d) Não era ganancioso, nem materialista. Elizeu amava a Deus; não o dinheiro.

1.2 - Geazi, o profeta falso:

a) Era ganancioso, determinado, materialista. Usou o nome de Deus e o nome do profeta Elizeu para conseguir o que queria. Amava o dinheiro, o poder. Desejou e pediu o dinheiro e os presentes de Naamã.

b) Aproveitou-se da ocasião para enriquecer.

c) Mentiu. O falso profeta pede ou aceita dinheiro e presentes, mas mente em relação às suas verdadeiras intenções: ele sempre diz que o dinheiro ou os presentes não são para ele. Geazi inventou uma história para tirar o dinheiro de Naamã (disse que Elizeu precisava ajudar dois jovens profetas que estavam viajando). O falso profeta sempre inventa uma “causa nobre” que precisa ser ajudada. Esta “causa nobre” pode ser:

- Os pobres
“-Ajude-nos a alimentar e vestir os pobres”;

- Os desamparados
“Ajude-nos a sustentar creches, asilos, orfanatos, etc.”;

- O próximo
”-Ajude-nos a manter no ar nossos programas de rádio ou televisão;
desse jeito você fará com que outras pessoas também nos ouçam
e sejam abençoadas”;

- O reino de Deus
“-Não é para mim que você está dando; é para Deus”;

- Ou, até mesmo, a própria pessoa que dá o presente ou a oferta
“-Exercite a sua fé. Entregue para mim seus dízimos e ofertas,
que Deus vai lhe devolver em dobro.”.

Nem todos os que pedem dinheiro são trambiqueiros, é claro. Sempre haverá uma minoria honesta que aplica todo o dinheiro arrecadado naquilo para o quê pediram, mas a grande verdade é que a maioria irá descaradamente rechear suas carteiras, aumentar seu patrimônio e seu poder sobre seus ouvintes e sustentar seus estilos de vida e seus sonhos e manias de grandeza.

2. Segunda lição: Nada ficará encoberto

Jesus avisou que tudo o que os homens fizessem às escondidas seria anunciado sobre os telhados. Deus mostrou para Elizeu a sujeira de Geazi. De igual modo, Deus tem mostrado as sujeiras dos falsos profetas. A todo o momento aparecem novas denúncias nos “telhados do mundo”: nas rádios, televisão, internet, jornais e revistas, e nas conversas entre amigos e vizinhos.

Eles estão causando vergonha ao nome de Jesus, mas, eles mesmos serão envergonhados diante de Deus, seus anjos e de todos os seres humanos, no dia do Juízo Final. Em Mateus 7.22-23, Jesus diz: “Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade.”

3. Terceira: Os falsos profetas já estão ou acabarão ficando doentes

Geazi ficou com o dinheiro de Naamã, mas ficou também com sua doença. Todos os falsos profetas já estão ou ficarão doentes. Eles perderam a essência do Cristianismo. Tornaram-se “mercenários da fé”. Alguns estão milionários, mas todos eles estão apodrecendo por dentro, . São materialistas, hipócritas e mentirosos e, é claro, sabem disso.

4. Quarta: Falsos profetas geram novos falsos profetas

Elizeu profetizou contra Geazi: ”na tua família sempre haverá pessoas leprosas; para sempre.” Acerca destas pessoas, a Bíblia afirma: “estão enganados e enganando a outros”. Profetas falsos, mentirosos, hipócritas, mercenários, produzirão outros iguais a ele mesmo.

5. Quinta: Os resultados do milagre na vida de uma pessoa

Quando um verdadeiro homem de Deus faz uma oração e uma pessoa é curada, esta pessoa passa a ser um seguidor de Jesus. Veja o exemplo de Naamã: após o milagre, ele passou a adorar a Deus.

Mas, quando um falso profeta ajuda uma pessoa, esta pessoa passa a ser seguidor do falso profeta, vira uma espécie de escravo, um fanático. Torna-se incapaz de ouvir qualquer crítica aos seus líderes. Quando a imprensa ou alguma pessoa faz uma denúncia, ele retruca e alega que seus líderes “estão sendo perseguidos por causa da sua fé”. Estão tão cegos com as mentiras dos falsos profetas que sequer percebem o quanto seus líderes estão corrompidos. É verdade: muitos deles estão sendo “perseguidos” pela mídia, pela polícia, pelo Fisco, pelos tribunais, mas não por causa da sua fé, mas por serem refinados vigaristas.

6. Sexta: Não dê dinheiro para as “causas nobres” dos falsos profetas

Apenas uma parcela mínima do que é arrecadado pelos falsos profetas é aplicado naquilo que eles dizem. Se você quer realmente ajudar as pessoas, vá pessoalmente aos asilos, aos projetos sociais, às creches, aos orfanatos, às casas de recuperação e afins e, verificando que o trabalho que está sendo feito naquele lugar é sério, ajude-os, não só com seu dinheiro, mas, também, se for possível, como voluntário.

Cuidado também com as promessas de ganho fácil (“Não tenha medo de dar, pois Deus vai devolver em dobro.”). Lembre-se: O peixe morre pela boca. Todos os vigaristas do mundo usam este mesmo golpe: eles fazem suas vítimas acreditarem que vão sair lucrando. Não gaste seu dinheiro naquilo que não é pão, não dê seu suado dinheiro para vigaristas.

Ninguém precisa comprar a benção de Deus. A história de Naamã deixa bem claro que não existe nenhuma ligação entre o dinheiro e a cura divina. Tudo o que Jesus fez e faz por nós é de graça. Ninguém precisa fazer votos, promessas ou sacrifícios para obter de Deus qualquer favor.

Deus é Pai, e concede Sua graça a todos os que crêem de todo o coração em Seu Filho Amado, o nosso Senhor Jesus Cristo.

Autor: Pr. Franco

quinta-feira, 3 de junho de 2010

O QUINTO EVANGELHO




de Juan Carlos Ortiz

Deus deixou-nos 4 Evangelho:
1. O Evangelho Segundo São Mateus
2. O Evangelho Segundo São Marcos
3. O Evangelho Segundo São Lucas
4. O Evangelho Segundo São João

Em todos eles Jesus Cristo é apresentado como o Senhor, o centro de tudo.

Mas, há um novo evangelho na praça, moderno, em que o homem é o centro de tudo.

Eu o chamo de O Quinto Evangelho”. É o “Evangelho Segundo os Santos Evangélicos”. Este último é um apanhado geral dos outros quatro; são textos que recolhemos aqui e ali, neles. Pegamos as passagens que mais gostamos, as que oferecem ou prometem alguma coisa (Um espécie de “Caixinha de Promessa”) – como João 3.16 ou 5.24 e assim por diante – e construímos nossa “teologia sistemática” em torno delas, e esquecemos todos os outros versos que apresentam as ordenanças do SENHOR Jesus Cristo.

É verdade que nos 4 Evangelhos encontramos muitas promessas para o povo de Deus, mas, também encontramos Seus mandamentos.

Quem autorizou tal liberdade? Quem disse que tínhamos permissão para apresentar apenas as promessas?

Suponhamos que estamos assistindo a um casamento, e quando chega o momento de o casal repetir os votos matrimoniais, o noivo diz: “Pastor, eu aceito esta mulher como minha cozinheira particular”, ou “como minha arrumadeira pessoal. O quê?

A noiva provavelmente diria: “Ei, espere um pouco! É verdade que eu vou cozinhar, vou lavar a louça, vou arrumar a casa. Mas não vou ser sua empregada – vou ser sua esposa. Você terá de amar-me, dar-me seu coração, seu lar, seus talentos – tudo!”.

Com Jesus também é assim. Ele é nosso Salvador e Médico. Tudo isso é verdade. Mas não podemos recortar Jesus em partes e escolher apenas as partes que mais nos agradam.

Estamos nos comportando como criancinhas que recebem uma fatia de pão com geléia. Lambem a geléia e depois devolvem o pão. A mãe passa um pouco mais de geléia, e novamente elas lambem a geléia e devolvem o pão.

O Senhor Jesus é o Pão da Vida, e talvez o céu possa ser comparado com o doce. Mas temos que comer o pão e a geléia.

Seria muito interessante se durante um congresso de teólogos eles chegassem à conclusão de que não existe céu nem inferno. Quantas pessoas permaneceriam em suas igrejas depois que tal descoberta fosse divulgada? A maioria sairia: Se não existe nem céu nem inferno, para que estou vindo aqui?”

Elas têm freqüentado a igreja apenas por causa da geléia, atendendo a seus próprios interesses – para se curarem, se realizarem, se sentirem felizes, para escaparem do inferno, para chegar ao céu. Eles estão seguindo...

O QUINTO EVANGELHO

Quando Pedro concluiu seu sermão no Dia do Pentecostes, ele deixou bem claro o seguinte: “Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus que vós crucificastes, Deus o fez SENHOR e Cristo". (At 2.36)

Este era o tema da sua mensagem. Quando aquela gente compreendeu que Jesus era realmente o SENHOR, ”compungiu-se-lhes o coração” (vs 37) e começaram a tremer: “Que faremos, irmãos?” indagaram eles. A resposta foi:“Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo”. (vs 38).

O evangelho ensinado por Paulo acha-se resumido no Livro aos Romanos 10.9:“Se com a tua boca confessarem a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo”. Ele é o SENHOR. Ele não é apenas o Salvador.

Deixe-me dar um exemplo a respeito deste Quinto Evangelho: Em Lucas 12.32, lemos o seguinte: “Não temais, ó pequenino rebanho; porque vosso Pai se agradou em dar-vos o seu reino”. Este verso é altamente apreciado por todos os crentes. Mas, e o verso seguinte: “Vendei os vossos bens e daí esmolas”?

Nunca ouvi um só sermão baseado neste verso, porque não pertence ao Quinto Evangelho. O verso 32 se encontra no Quinto Evangelho, mas o verso 33 não – e ele é uma ordenança de Jesus.

Jesus ordenou que não matássemos.
Jesus ordenou que amássemos nosso próximo.
Jesus ordenou que vendêssemos os nossos bens e déssemos esmolas.

Quem está autorizado a decidir quais os mandamentos de Deus que são obrigatórios e quais são optativos? O Quinto Evangelho introduziu uma estranha inovação: mandamento optativo. Você faz se quiser, mas se não quiser, está tudo certo também. É como se o Departamento de Trânsito lançasse um novo código de trânsito, mas escrevesse na capa: "Estas novas leis de trânsito são optativas; você cumpre se quiser". Estranho, não?

Mas não é assim o genuíno Evangelho do Reino. No verdadeiro Evangelho Jesus Cristo é o Senhor, o comandante, o "manda-chuva", aquele que determina, que não pede - manda.

Ou você obedece, ou é rebelde.

Ele disse: "Se alguém me ama, guardará as minhas palavras".
João 14.23a

E disse também: "Quem me rejeita e não recebe as minhas palavras tem quem o julgue; a própria palavra que tenho proferido, essa o julgará no último dia". João 12.48


Você ama Jesus?
Qual evangelho você segue?

Pr Juan Carlos Ortiz (adaptado)
Fonte: Livro O discípulo, Editora Betânia.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

TUDO SOBRE O SIONISMO

Obtendo o seu nome de Sião (Sion, Zion) que é o nome de um monte nos arredores de Jerusalém, o Sionismo é um movimento político que defende o direito à autodeterminação do povo judeu e à existência de um Estado Judaico, por isso sendo também chamado de nacionalismo judaico . Ele se desenvolveu a partir da segunda metade do século XIX, em especial entre os Judeus da Europa central e do leste europeu, sob pressão de pogroms e do anti-semitismo crônico destas regiões, mas também na Europa ocidental, em seguida ao choque causado pelo caso Dreyfus.

Índice

[esconder]

A escolha do lugar

Alguns autores alegam que os judeus que viviam na Diáspora há muito aspiravam a retornar a Sião e à Terra de Israel,[1] o que é contestado.[2]Segundo alguns autores, a intenção de viver na Palestina até o início daSegunda Guerra Mundial seria algo distante das intenções reais dos judeus, estando presente apenas enquanto referência religiosa. Abraham Leon escreve ainda em 1942, "durante o tempo que o judaísmo ficou incorporado ao sistema feudal, o 'sonho de Sião' não foi precisamente mais que um sonho e não correspondia a nenhum interesse real (...). O taberneiro ou o 'granjeiro' judeu da Polônia do século XVI pensava em retornar a Palestina tanto quanto o milionário judeu da América de hoje."[3]

Em 1896, o livro "Der Judenstaat" ("O estado judaico") do austro-húngaro Theodor Herzl, um dos líderes do Movimento Sionista, foi traduzido para o inglês. Herzl pregava que o problema do anti-semitismo só seria resolvido quando os judeus dispersos pelo mundo pudessem reunir-se e estabalecer-se num Estado nacional independente.

Formalmente fundado em 1897, o sionismo era formado por uma variedade de opiniões sobre em que terra a nação judaica deveria ser fundada, sendo cogitado de início estabelecê-la no Chipre, naArgentina e até no Congo, entre outros locais julgados propícios.

A chamada diáspora judaica, ou seja, a dispersão dos judeus pelo mundo, foi o principal argumento de ordem religiosa a vindicar o estabelecimento da pátria judaica na Palestina.

A tese do retorno ao lugar de origem ganhou a grande maioria dos adeptos por ter forte apelo religioso, baseado na redenção do povo de Israel e na “terra prometida” . Por outro lado, outras correntes a consideravam uma compulsão retórica heróica e sentimental, e alguns até a reprovavam duramente, alegando que esta “redenção” teria de ser obra de Deus, não de ações políticas.

A partir de 1917 o movimento focou-se defínitivamente no estabelecimento de um estado naPalestina, a localização do antigo Reino de Israel.

Porém, quando o movimento sionista moderno se consolidou, no final do século XIX, a região da Palestina já estava cultural e etnicamente arabizada, ou seja, era habitada por uma população de esmagadora maioria árabe, lá enraizada por longa e consistente migração e assimilação iniciada por volta do ano de 650 e que perdurou e floresceu por mais de 400 anos, durante as dinastias árabesOmanida, Abássida e Fatímida e que, apesar de dominações posteriores, manteve suas principais características. Os judeus que habitavam a região formavam uma minoria.

Era portanto evidente que, para o estabelecimento de um estado judeu, os sionistas teriam de fazer uma grande alteração para mudar o equilíbrio étnico e demográfico da região, mesmo porque o projeto de um estado judaico padrão deveria basear-se em utopias religiosas e culturais bem próprias, exclusivas e definidas com os costumes e o idioma do povo judeu que habitavam o leste europeu, uma cultura totalmente estranha à pequena comunidade judaica local.

Observe-se que o objetivo primordial do sionismo, que era o estabelecimento de uma pátria judaica, sempre foi bem visto pelos organismos internacionais, tanto que a Liga das Nações (Mandato de 1922) como a ONU aprovaram desde logo os princípios básicos do sionismo, extensíveis aliás, a qualquer povo da terra. Esta simpatia aumentou, e muito, após a descoberta do genocídio dos judeus praticado pelos nazistas alemães durante a Segunda Guerra Mundial.

A mudança demográfica

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Apesar de não haver evidência de qualquer interrupção da presença judaica na Palestina há mais de três milênios, é fato incontroverso o concurso de várias migrações substitutivas em massa, com a saída de judeus e a entrada de outros povos, notadamente árabes.

Na segunda metade do século XIX, havia, na região, comunidades judaicas remanescentes, quando se organizou a migração de retorno de judeus, notadamente de ideário socialista, que se propunham a reformar a região, estabelecendo-se nela imediatamente.

Assim Mikveh Israel foi fundada em 1870 através da Aliança Israelita Universal, seguida por Petah Tikva (1878), Rishon LeZion (1882) e outras comunidades agrícolas fundadas pelas sociedades Bilu eHovevei Zion.

Em 1897, o Primeiro Congresso Sionista proclamou a decisão de restabelecer a antiga pátria judia em Eretz Yisrael. Naquele momento, a Palestina era parte do Império Turco Otomano. Esta decisão fez o sionismo diferente da maioria dos outros nacionalismos, porque seus proponentes reivindicavam para a etnia um território que, na sua maior parte, não era por eles habitada.

A Grã-Bretanha expressou seu apoio ao sionismo com a Declaração de Balfour, de 1917. Na mesma época, instalou-se de facto o Mandato Britânico da Palestina, em consequência da perda dos territórios pelo Império Otomano, derrotado na Primeira Guerra Mundial. Nos anos seguintes, verificou-se um crescimento substancial na imigração de judeus, com grande aumento da população de origem judaica.

Logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, na fase final do Mandato Britânico, já era flagrante a violência mútua e descontentamento entre árabes e judeus, agravada com a chegada de novas levas de imigrantes, oriundos das perseguições nazistas na Europa. Como solução para os conflitos, em1947 a ONU propôs e foi aceito o Plano de Partilha da Palestina, que consistia na formação de dois estados - um judeu e outro árabe, concedendo 55% da terra para o estado judeu e o restante ao estado árabe. A representação judaica aceitou o plano, que foi no entanto rejeitado pelos países árabes.

No dia 14 de maio de 1948, véspera do fim do mandato britânico da Palestina, já em meio a um estado de guerra civil entre árabes e judeus, foi declarada pela Agência Judaica a criação do Estado de Israel. No dia seguinte, teve início a chamada Guerra árabe-israelense de 1948, quando cinco estados árabes vizinhos (Transjordânia, Líbano, Egito, Síria e Iraque) iniciaram movimentos de exércitos regulares para invadir a região e destruir o recém-criado estado judaico. Ao longo dos meses seguintes, os judeus alcançaram vitórias decisivas, aumentando seu domínio territorial na região, o que causou a fuga de cerca de 900 mil palestinos da áreas incorporadas, os quais se tornaram refugiados nos países vizinhos.

A esta guerra, seguiriam-se a Guerra de Suez (1956), a Guerra dos Seis Dias (1967), a Guerra do Yom Kippur (1973) e diversos outros conflitos.

Atualmente, Egito, Jordânia e a OLP (Organização para a Libertação da Palestina), como representante dos palestinos - isto é, dos árabes que habitavam a Palestina à época do Mandato Britânico e que devem constituir o povo do futuro Estado árabe-palestino, previsto pelo Plano de Partilha - reconheceram o Estado de Israel. Esta não é, entretanto, a posição do Líbano, Síria, Iraquee Arábia Saudita, nem do Hamas - organização política palestina majoritária na Autoridade Nacional Palestina desde as eleições de 2005 e que atualmente controla a Faixa de Gaza) - e nem tampouco da organização politítica xiita libanesa Hezbollah.

Apesar de tudo, ao longo dos sessenta anos da existência de Israel, o movimento sionista continuou a atuar no apoio ao fortalecimento do Estado e promovendo a integração de imigrantes judeus no país.

Pensadores sionistas

São conhecidos por esse nome personalidades que, com suas obras e artigos colaboraram com a estruturação do Sionismo como ideologia de formação de um Estado Judeu nos mais diferentes formatos. Além disso, os pensadores sionistas serviram (e servem) como eixo orientador das comunidades ao redor do mundo, e como referências para seus seguidores. Isso não descarta a importância de autores como Leon Pinsker, considerado um pré-sionista.

Alguns pensadores fundamentais para o conhecimento do sionismo-socialismo são Dov Ber Borochove Aaron David Gordon. Ambos, porém, encontram em Moshe Hess uma origem da combinação de um estado judeu socialista.

Diversas correntes de pensamento são importantes para a compreensão do sionismo hoje. Achad Haam, por exemplo, foi o criador de uma visão peculiar do sionismo mas que é intimamente ligada aos dias atuais. Há ainda Rav Kook, com o sionismo religioso, e Jabotinsky, criador da União Mundial dos Sionistas Revisionistas.

Relativamente às criticas dirigidas ao Sionismo, de que seria um movimento de cunho racista, seus defensores defendem-se alegando que o Sionismo não é doutrinariamente unificado e coeso, possuindo diversas versões divergentes umas das outras. Além disso, alguns também discordam afirmando que palestinos e judeus não são racialmente distintos, e assim não se aplicaria o termo já que a discriminação não se funda na raça.

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domingo, 31 de janeiro de 2010

A CASA TODA DE BRONZE (conto ficção parte 2)

O homem gastou uma fortuna no intuito de salvar o filho, construiu uma casa todinha de bronze blindada praticamente intransponivel.e dizia para si mesmo,aqui ele estará a salvo ninguém ira tocá-lo.praticamente obrigou o rapaz a entrar na casa o moço ao entrar observava aquele lugar,não podia negar o pai avia cuidado praticamente de tudo.os móveis eram de primeira tudo era muito bonito e arrumado limpo tudo ali demonstrava o zelo que o pai tinha por ele e o medo que tinha de perde-lo.o rapaz chegou quase a gostar daqui-lo que para ele seria agora uma espécie de prisão de luxo.observada por dentro a CASA DE BRONZE era o reflexo da insegurança de um pai que não sabia lidar com o medo de perder o Filho.OBSERVADA POR FORA ela reflectia a arrogância,de um homem que aprendeu a confiar somente no DINHEIRO.para o rapaz a vida se tornara a partir dali triste e monótona o dia amanhecia e anoitecia e ele ali.as vezes perdera a noção do tempo achando que era de dia,quando já estava de noite outros dias nem se levantava da cama por falta de perspectiva do que fazer.nunca mais avia visto os amigos de escola, João seu melhor amigo será que o avia procurado e rosa eles esta vão praticamente namorando antes de tudo aquilo acontecer tinha saudades de todos.perguntava para si mesmo por que avia aceitado tudo aqui lo passivamente por que não avia reagido amava demais o pai sabia que ele só queria o seu bem mas aquilo já era de mais por que se submeteu será que ele mesmo avia ficado com medo da morte e não avia percebido por isso aceitara tão passivamente aquela situação absurda perdido em seus pensamentos de repente ouviu um cântico desafinado sim mas muito alegre, jesus é o caminho que busco abrigo seguro em tempos de guerra... entrava pela minúscula janela do seu quarto (continua amanha)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

A CASA TODA DE BRONZE (conto ficção parte 1)

MORAVA em uma cidade do nordeste um homem muito rico e este costumava a ter ou possuir tudo o que queria, pensava em alguma coisa e pronto comprava. e seguia sua vida conforme a sua vontade e ao seu bel prazer,casou-se. e teve um filho e este tornou-se a sua grande razão de viver.matriculou o garoto nas melhores escolas.
deu lhe todo o conforto vestiu lhe as melhores roupas,planeou para o seu futuro as melhores coisas mas aconteceria algo que iria mudar suas vidas. o garoto agora um adolescente iria completar dezessete anos, e o pai estava eufórico levou o moço a cidade e alegremente desfilava com o menino, pelo comercio local se divertindo comprando presentes.ate que encontrou um de seus amigos ricos e ali caminhando ao lado do filho e do companheiro, fazia questão de falar ao amigo sobre as qualidades do rapas de quem tinha tanto orgulho.e ao passarem pela praça da cidade notaram ali um movimento.e se aproximaram avia ali um vidente, o povo estava eufórico em torno dele e todos diziam que o homem acertava todas as previsões que fazia o pai não pensou duas veses e disse ao amigo que agora ia mostrar para todo mundo que ali se encontrava o brilhante futuro que tinha o seu filho assim passando há frete de todos embóra alguns protestassem levou o rapaz ate o homem que ali lia a mão de todos que lhe pagassem uma pequena soma em dinheiro embora contrariado o rapaz acabou se curvando a vontade do pai e estendeu a mão para que o homem a lesse. o homem abaixou os olhos ate a mão do rapaz e rapidamente levantou a cabeça seu olhar era sombrio disse sem meio termos ao pai este rapaz vai morrer em breve fulminado por um raio o homem saiu dali revoltado indignado arrastando pelo braço o filho este homem é um mentiroso não sabe o que diz seus olhos pareciam faiscar de raiva dizia ele não sabe de nada vou processa lo. mas ao chegar em casa todos dormiram ao cair da noite menos ele sua mulher percebia a sua perturbação e tentava acalma-lo mas sem êxito nem um ele não conseguia comer dormir e nem mesmo raciocinar direito as palavras do vidente (ou adivinho0 não saiam do seu pensamento. aquelas palavras ressoavam na sua mente como o ribombar de um tambor raio,raio, raio,fulminar,fulminar.não tinha mais paz não tinha mais sossego.até que desesperado pensou onde esta a minha força se não no meu dinheiro vou usa lo para proteger o meu filho e decidiu vou construir uma casa todinha de bronze ali colocarei o meu filho e nem mesmo a morte poderá toca lo(amanhã a sequência desta história)

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